Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH)

logoavatar1-800x430

Com presença em uma em cada vinte pessoas desde o nascimento, é uma doença genética ainda muito pouco diagnosticada e pouco tratada no nosso país e no mundo inteiro, apesar de tão comum e com impactos importantes para a saúde mental e qualidade de vida de seu portador. Geralmente os sintomas se tornam mais aparentes na idade escolar, quando a dificuldade de concentração na sala de aula ou sensação de inquietação constante causam problemas dentro do ambiente mais rígido da escola. Apesar disso, muitas pessoas que tem TDAH conseguem, a duras penas ou apoio importante de seus familiares e escola, completar os estudos, mas encaram dificuldades que persistem na vida adulta, seja no trabalho ou na vida social.

Apesar do que o nome indica, não é necessária a presença de dificuldades de atenção com hiperatividade para realização do diagnóstico. A hiperatividade é mais comum na infância e em meninos, sendo na adolescência mais comum os comportamentos impulsivos, como dificuldade de esperar ou comportamentos que rapidamente se arrepende. Quase todos os portadores tem desatenção e dificuldade de foco, com alguns conseguindo aumentar o tempo de foco em atividades mais divertidas ou interessantes, ou em tarefas mais dinâmicas. É comum, por exemplo, que uma criança que tenha TDAH apresente dificuldade na escola e nas atividades familiares, mas consiga manter foco com video­game, que são jogos de resposta rápida e com bastante estímulo.

O tratamento é desde a infância, para evitar a formação de maus hábitos decorrentes das dificuldades de concentração e autocontrole, embora não exista uma idade para qual tratar seja tarde demais. Apesar do principal foco do tratamento seja com uso de medicação, por muitas vezes é necessário que o paciente tenha apoio de outras especialidades, como psicoterapia e psicopedagogia, para um tratamento de complicações do comportamento, bem como outros transtornos que podem comumente acompanhar o quadro de TDAH. No entanto, o tratamento não é para sempre, e a maior parte das pessoas com seguimento adequado ficam sem sequelas do transtorno.

Para mais informações sobre este Transtorno marque uma consulta conosco.

Texto por Dr. Ricardo Minniti Rodrigues Pereira – Psiquiatra especializado na Infância e Adolescência